terça-feira, 8 de abril de 2014

Castas do Vinho Verde



As castas do vinho verde

As castas brancas recomendadas

Alvarinho

Uma das mais nobres castas portuguesas, é cultivada particularmente na sub-região de Monção, onde exprime todo o seu potencial. Origina vinhos com graduações alcoólicas elevadas e acidez muito equilibrada, cor intensa, palha com reflexos citrinos, aroma complexo (frutos tropicais, frutos secos e um carácter floral subtil) e sabor distinto, harmonioso e persistente.

Arinto (sin. Pedernã)
Predomina em toda a Região, mas atinge o seu mais elevado nível de qualidade nas zonas interiores. Os vinhos apresentam uma cor citrina a palha, com aroma frutado e sabor fresco e aprazível. Cultivada também nas regiões: Bairrada, Beiras, Estremadura, Ribatejo, Península de Setúbal, Algarve e Açores.

Avesso
É cultivada sobretudo na sub-região de Baião. Produz vinhos de cor intensa, palha aberta com reflexos esverdeados, aroma frutado, amendoado ou floral e sabor fresco, harmonioso e duradouro.

Azal
É a casta das sub-regiões mais interiores: Amarante, Basto, Baião e Sousa. Origina vinhos de cor ligeira, citrina, aroma frutado a limão e maçã verde e sabor muito fresco, jovem e firme.

Batoca
Casta de pouca expressão na Região, cultivada apenas na sub-região de Basto. Produz vinhos com cor citrina, aromas finos e sabor simples e macio.

Loureiro
É a casta branca com mais expressão na Região, estando mais adaptada às zonas litorais. Os vinhos apresentam cor intensa, palha aberta, aroma fino e elegante, desde o frutado ao floral, e sabor vivo e elegante.

Trajadura
Casta de qualidade cultivada em quase toda a Região. Dá origem a vinhos de cor intensa, palha, aroma intenso a frutos de árvore maduros e sabor complexo e macio, devido ao seu natural baixo teor de acidez.

Tintas Recomendadas
Alvarelhão (ou Brancelho)
Tem pouca expansão na Região, sendo cultivada particularmente na sub-região de Monção (onde é conhecida por Brancelho). Produz vinhos de cor rosada a rubi, com aroma delicado a casta e sabor harmonioso.

Amaral (ou Azal Tinto)
É uma casta com pouca expressão, encontra-se mais na zona sul da Região. Os vinhos apresentam cor intensa, vermelho rubi, aroma simples e sabor encorpado e ligeiramente acídulo.

Borraçal
Tem grande expansão na Região, sendo recomendada e cultivada em todas as sub-regiões. Os vinhos apresentam cor rosada a vermelha rubi, aroma subtil a casta e sabor equilibrado.

Espadeiro
Casta de certa expansão na Região, tradicionalmente vinificada em “bica aberta” para produção de vinho rosado, conhecido por Espadal. Origina vinhos de cor rosada a rubi, com aroma frutado e sabor fresco.

Padeiro
Tem pouca expansão na Região, sendo cultivada particularmente na sub-região de Basto. Dá origem a vinhos de cor rubi a vermelha rubi, com aroma a casta e sabor harmonioso.

Pedral
Casta de pouca expansão na Região, é mais comum na sub-região de Monção. Os vinhos apresentam cor rubi clara a rubi, com aroma simples e sabor equilibrado.

Rabo de Anho
É cultivada particularmente na sub-região de Basto e tem muito pouca expansão na Região. Dá origem a vinhos de cor rubi, com aroma e sabor neutros.

Vinhão
É a variedade tinta por excelência na Região, pela sua qualidade e dado ser a única casta regional tintureira. Os vinhos têm cor intensa, aroma complexo e sabor vinoso e encorpado. Cultivada também nas regiões: Douro.



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