terça-feira, 29 de abril de 2014

Adega Cooperativa de Ponte da Barca


Adega Cooperativa de Ponte da Barca
A Adega Cooperativa de Ponte da Barca foi constituída em 1963, iniciou a actividade em 1968, abrangendo uma área de produção localizada nos vales dos rios Lima e Vez, e representa mil associados, sobretudo dos concelhos de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez.

Um dos grandes momentos no posicionamento estratégico da empresa, como forma de adaptação à exigência dos mercados, foi a incorporação na estrutura accionista da Viniverde, “constituída com o objectivo de produzir, promover e comercializar os vinhos e seus derivados mais conhecidos das suas accionistas e também os das marcas próprias como é o caso da Estreia”, explica José Antas Oliveira, administrador comercial e da enologia.

“Um dos objectivos traçados – adianta o responsável – passa pelo constante melhoramento do processo de produção dos vinhos, garantindo desde o crescimento e maturação da uva até à vinificação um controlo rigoroso que permita obter vinhos cada vez mais capacitados para ir ao encontro das exigências dos mercados”.

A renovação das vinhas assume-se como um meio para atingir um crescimento sustentável, maior produtividade e melhor qualidade dos vinhos, “assegurando os próximos 50 anos à adega com a mesma postura profissional que a caracterizou nestes 50 anos que está a festejar”.

 As castas regionais melhor aproveitadas:
A Adega Cooperativa de Ponte da Barca produz vinhos e aguardentes, garantindo o aproveitamento de castas notáveis da região, como o Loureiro, no caso das uvas brancas, e o Vinhão nas tintas. Tem-se destacado com a crescente notoriedade dos vinhos brancos e rosé, despoletada pela expansão nos mercados internacionais.

Apostada em garantir a sua posição como um dos principais produtores e agentes comerciais dos Vinhos Verdes, fundou em 2008, com outras adegas da região, a Viniverde – Promoção e Comércio de Vinhos Verdes.

Esta empresa reflecte a vontade dos associados em sedimentar a posição das suas marcas e das marcas próprias da Viniverde no mercado interno, assim como, numa acção conjunta, aumentar o volume de negócios na exportação.

Adega Cooperativa de Ponte da Barca

Sede: Lugar de Agrelos, Ponte da Barca

Sector de actividade: Produção & Comercialização de Vinhos Verdes e Aguardentes.

Início da actividade: 1963

Número de trabalhadores: 25

Volume de negócios: 2,5 milhões de euros

Volume de negócios na exportação: 650 mil euros

Adega de Ponte de Lima

 
 
 




Adega de Ponte de Lima



Entrega do Vinho Verde pelos produtores na Adega de Ponte de Lima




Produção do vinho verde de Ponte de Lima


Entrega de vinho verde pelos produtores na adega de Ponte de Lima 


Características do Vinho Verde

Características do Vinho Verde
 
O Vinho Verde, produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, Berço da carismática e sobejamente conhecida casta Alvarinho, é um vinho tranquilo que, apesar de ter por vezes o que se considera ser "picos", não tem gás como um espumante.
Devido à sua acidez acentuada, que o torna único no mundo, é devido a este factor encarado uma categoria à parte.
Com baixo teor alcoólico, pode ser tinto ou branco, mas sempre leve e fresco, frutado, fácil e agradável de beber, é magnífico como aperitivo ou em harmonização com refeições leves e equilibradas: saladas, peixes, mariscos, carnes brancas, tapas, sushi, sashimi e outros pratos universais.
A evidente tipicidade e originalidade destes vinhos é o resultado, por um lado, das características do solo, clima, e, por outro, das peculiaridades das castas autóctones da região e das formas de cultivo da vinha. Destes factores resulta um vinho genuinamente leve e fresco, distinto dos restantes vinhos do mundo.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Exportações de Vinho Verde

Exportações de Vinho Verde

Os Estados Unidos afirmam-se claramente como o nosso maior mercado, com taxas de crescimento excelentes e consistentes. Temos cada vez maior notoriedade neste mercado, há cada vez mais artigos de imprensa positivos quanto ao Vinho Verde. Estamos também a sair passo a passo da comunidade portuguesa. Na CVRVV recebemos continuamente pedidos de novos importadores. 

É também o mercado onde investimos mais na promoção da DO: nos EUA temos uma representação permanente em NY com uma das principais agências do país, que aliás trabalha com os Vinhos Verdes e os vinhos da Alemanha. Diria que nos EUA a roda está em funcionamento e os volumes vão crescer no futuro previsível. Precisamos é de trabalhar o valor. Há colegas a colocar vinhos a preços "demasiado competitivos" que retiram valor a toda a categoria. Ora precisamos é de criar valor e não apenas volume.

A Alemanha continua com uma economia forte, é um grande importador de vinhos de todo o mundo e sempre consumiu muito Verde, seja pela comunidade Portuguesa seja pelos próprios Germânicos. É um país de grandes supermercados, o que coloca pressão no preço. Estamos todos a investir muito na promoção do Verde naquele país. E os números justificam-no.

A França é aquele automóvel que anda sem gasóleo: nem nós nem os produtores investem naquele mercado valores consideráveis na promoção e porém os resultados são excelentes. Duas observações aqui. 
Por um lado, a França nega o mito da "morte dos emigrantes". Com frequência se diz que os emirantes são uns velhinhos que vão morrer todos e depois ninguém vai consumir produtor Portugueses nesses mercados. É um disparate, é ver os números. A comunidade Portuguesa, bem como a luso-descendente em França, consome. Note que a "nova emigração" não é aqui um factor a considerar pois a França não é um destino típico. 
Claro que em França há um segundo factor que escapa à estatística que é o mercado paralelo. É registado como importado em França vinho que efectivamente vai para aquele país mas que depois pode seguir para outros ( Belgica Lxemburgo ) ou até regressar cá, para arbitrar diferenças de pvp nos diversos países.

O Canadá é um outro mercado onde estamos a crescer de forma muito consistente, um país organizado, onde sempre tivemos uma presença graças á nossa comunidade e onde há uma grande cultura do vinho.

Para analisar estruturalmente estes crescimentos, a tabela em baixo demonstra a evolução dos nossos 10 mercados principais ( de hoje ) ao longo do período de 1992 a 2012. 
Um período muito longo portanto, que nos dá números sólidos. Para diluir efeitos sazonais, considerei a evolução entre os dois primeiros e os dois últimos anos do período. Para todos estes mercados exportamos mais de 500.000 litros,pelo que os efeitos de um negócio particular não desvirtuam os resultados. Os números são em % face ao início do período.

Os EUA e o Canadá são sem dúvida os destinos que melhor se comportaram no período. Crescem muito e de forma consistente ( veja a tabela de base no site da CVRVV ). 

O Brasil cresce mas é um mercado onde todos temos a noção de que ainda não entramos a sério. Talvez a imagem do VV, demasiado ligada ao emigrante português não seja fácil de corrigir. O facto de o Brasil ser um mercado para onde se vende Verde tinto só sublinha este argumento. Estamos agora mesmo a fazer uma feira de VV no Pão de Açúcar e vamos a ver que negócios gera para futuro.


O Reino Unido é um mercado que questiono cada vez mais. Questiono aliás se não é um desperdício o que investimos em promoção naquele país e se não seria de bom senso aplicar esse mesmo valor onde os ganhos marginais sejam maiores. 

Pessoalmente gosto imenso do RU, vou lá com frequência, ali tenho amigos e família até. Mas em termos de negócio do VV o RU é um bluff. Historicamente, culturalmente, todos nós portugueses temos uma genética admiração pela "Inglaterra". Não sabemos bem porquê, mas temos. Depois, no vinho, há o argumento de que o RU é a montra do mundo, pelo que estar em Inglaterra significa abrir portas para todo o lado. Sinceramente, vejo cada vez menos factos que sustentem este argumento. Em Inglaterra andamos nós e os produtores a gastar fortunas, num mercado que pouco mais quer do que preço.


Ao longo da última década não se passava um ano em que não aparecesse um político que não apontasse a Espanha como o grande destino das exportações. 
A extinta DRAEDM (organismo Regional do Min Agricultura ) todos os anos fazia uma peregrinação para a "muito importante" feira de Silleda na Galiza, que iria abrir fabulosas portas de negócio. E sempre que um Ministro ia a Espanha lá nos apontava aquele mercado do nosso futuro. Felizmente ninguém lhes deu ouvidos. Apontamento para futuro: quem decide onde se investe e para onde se exporta é o cliente de lá que compra ( ou não ) e não os bitaites dos políticos.

Um último ponto quanto ao oriente. 

A CVRVV tem recursos muito limitados para a promoção, pelo que a nossa opção estratégica é de investir fortemente e de forma consistente no tempo em poucos mercados. Ora os mercados onde podemos obter ganhos marginais mais interessantes são aqueles onde já temos um pé. Esta é aliás uma otima fronteira entre a CVR e a Viniportugal. Para um produtor queira queira baralha um mercado como a China, aí aconselhamos claramente que use os serviços daquela associação. Na China, Portugal é pequeno e o VV mais pequeno ainda. As CVR's devem operar em mercados específicos de cada DO e ser fortes nestes. Pelo contrário, a Viniportugal pode e deve ter uma visão global e além disso ser forte nos mercados onde o país ainda está a semear.


Em resumo, os últimos 20 anos, mas sobretudo os últimos 8 tem proporcionado à Região uma verdadeira revolução no que ao mercado diz respeito. Claramente estamos a fazer melhores vinhos, estamos a trabalhar melhor a sua comercialização e os mercados estão a responder de forma muito positiva.
Ao longo destes anos ouvimos muito disparate, geralmente de gente que não está no negócio. Não me esqueço de uma reunião com especialistas que nos indicava que deveríamos abandonar as castas da região e plantar Gewürztraminer e Chardonnay. 
E uma apresentação ( aliás no Conselho Geral da Região ) que nos indicava que a marca Vinho Verde estava esgotada e deveríamos criar uma nova. Ainda na semana passada ouvi um disparate parecido.
A verdade é que a marca está fortíssima, está a atrair novos investidores e clientes. Saibamos ser serenos, trilhar o nosso próprio caminho fazer vinhos diferenciados, gerar valor e ser profissionais.

E beber ! sim, porque isto não vai a lado nenhum se os maiores fans do Vinho Verde não formos nós !

Vendas do Vinho Verde




Certificados de Origem do Vinho Verde



Certificados de origem... ou da treta?

Os Certificados de Origem são documentos muito importantes. Qualquer vinho que siga de cá para um país fora da UE vai acompanhado por um documento destes que atesta que o vinho é Português.

Têm pois importância a dois níveis. Burocrática pois é o documento indispensável para desalfandegar mercadoria no porto de destino. Comercial pois a origem do produto é, naturalmente um dos factores que definem a sua valorização: independentemente do que está dentro da garrafa, um vinho de Portugal tem um valor e um vinho da Roménia outro.

Os dois motivos e sobretudo o segundo recomendariam pois que Portugal gerisse com muito rigor a emissão de certificados de origem. Portugal tem vindo a investir milhões na promoção dos seus vinhos pelo mundo e constituiu aliás uma associação, a Viniportugal fortemente capacitada precisamente para este fim. Ora, se esta promoção tem o efeito, e claramente tem, de gerar oportunidades de negócio para os vinhos Portugueses, então parece simples que temos de ser muito zelosos no momento de emitir certificados de exportação que atestem que um vinho é nacional.

Infelizmente não se passa nada disto, no que diz respeito aos vinhos sem indicação geográfica.

Porque Portugal é um país com uma forte componente de exportação, a emissão de certificados de origem passou a ser um negócio para associações empresariais que o transformaram num mero documento declarativo informatizado: o exportador declara que um produto é nacional, e a associação limita-se a colocar um carimbo em cima e cobrar uma taxa. A sempre eterna taxazinha.

Consultando as páginas internet das associações empresariais que emitem estes documentos verifico que é claramente assumido que o certificado é um documento emitido pelo exportador em que este atesta a origem do produto. Note bem: emitido pelo exportador em que ESTE atesta a origem do produto. Para a emissão do certificado, solicita-se apenas cópia da factura.

Ou seja, não há qualquer dificuldade para um exportador em documentar como nacional um vinho que importou de outro país a granel e engarrafou cá. Basta emitir a factura mencionando as caixas/garrafas, a marca, cor grau etc do vinho, mas omitir a sua origem real.

E está a andar, assim se faz vinho nacional para efeito de exportação. Lado a lado com isto, os produtores que fazem vinho numa região demarcada estão sujeitos a um intenso e custoso controlo. O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto ou a CVR dos Vinhos Verdes por exemplo só emitem um documento desde logo a empresas que se encontrem legalmente inscritas para a actividade de produção/venda deste bem alimentar. Depois verificam se as quantidades correspondem à produção real, se o vinho corresponde a um boletim de análise específico, etc etc etc.
Ou seja, as empresas organizadas que cumprem a lei acabam por ter custos superiores aos daquelas de vão de escada que se limitam a fazer volumes a baixo preço.

Andamos há anos a protestar contra isto mas não há modo de se emendar.
Domingo, 21 de Julho de 2013
O Verde tinto

Não há produto da região mais difícil do que entender o Verde tinto. Possivelmente por não ser um só produto mas um conjunto. Há um enólogo da região que tem uma frase curiosa: "o Verde tinto não tem preço, ou é tão bom que ninguém discute o preço ou tão mau que ninguém o compra.". 

E se é verdade que há tintos fabulosos que atingem preços elevadíssimos no mercado regional, temos porém um enorme lastro desigual que leva por exemplo a que o último artigo na CNN muito elogioso para os brancos, se refira ao tinto como "tastes like battery acid".

Leio sempre com muita prudência alguns exemplos de tintos "inovadores" que aparecem com parangonas na imprensa pois em geral são quantidades ínfimas que podem cair bem neste ou naquele jornalista mas que não têm qualquer efeito estatisticamente relevante.
A produção de tinto vai continuar a descer pois as reconversões estão a ser feitas esmagadormente para branco e a produção crescente de rosado está a absorver mais uva.




Casa dos Barbosa Aranha em Ponte de Lima

Centro de Promoção do Vinho Verde é nova aposta do município de Ponte de Lima - Alto Minho

É  na antiga Casa dos Barbosa Aranha, na vila de Ponte de Lima, que se vai instalar o Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde. Neste momento o edifício já está a ser recuperado, através de um projecto que está a ser levado a cabo pela câmara municipal, apoiado pelo programa regional ON2, onde serão investidos mais de um milhão de euros, com o objectivo de recuperar património e servir de mais uma atracção turística.

“Este é um projecto emblemático porque com ele o Município de Ponte de Lima pretendeu também a recuperação de mais um edifício do seu património. A Casa dos Barbosa Aranha era casa emblemática em pleno centro histórico de Ponte de Lima, que estava já devoluta”, apontou o vereador responsável pelo pelouro do Turismo do município limiano, Paulo Sousa. “Este projecto permitirá, também, dar alguma vida a esta área da vila, trazendo os turistas até aqui”.

O mais importante mesmo neste projecto é a missão que este centro interpretativo vai ter, no sentido de “contribuir verdadeiramente para a promoção vinho verde, através da investigação e divulgação do lastro patrimonial, criando infra-estruturas de apoio das rotas e itinerários turísticos associados ao vinho e à vinha e enriquecendo de uma forma dinâmica o produto final, na perspectiva da sua valorização económica”.

No fundo, o futuro Centro Interpretativo e de Promoção do Vinho Verde de Ponte de Lima assumirá funções de carácter mais interpretativo ou informativo, mas também servirá de instrumento para potenciar a sua comercialização.

O projecto será instalado no edifício que terá dois pisos. O piso de entrada, além da recepção, irá contar aos visitantes os vários passos que marcam o desenvolvimento do vinho verde na região demarcada, bem como a sua evolução em termos de vinha até aos dias de hoje, através de uma representação contada ao longo das três salas situadas no rés-do-chão.

Já ao nível do primeiro piso, o centro interpretativo vai ter uma exposição de objectos, com várias peças (instrumentos) emblemáticas usadas na produção vitivinícola limiana, mas não só. “A história dos vinhos verdes vai ser contada, também, com recurso a dispositivos multimédia que facilitarão a (re)visitação desse percurso”, apontou Paulo Sousa. 

O segundo piso será para gabinetes técnicos e a sala de maior dimensão do edifício estará disponível para exposições temporárias e outras actividades relacionadas com o programa do Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde de Ponte de Lima. 
“A visita ao Centro Interpretativo do Vinho Verde terá, ainda, uma sala de provas de vinho, que complementará toda a experiência de visitação a este novo espaço cultural”, destacou. “No fundo, todo o processo de visitação será baseado numa experiência diferenciada por várias salas, com vários conteúdos distintos e sensações diferentes, porque a introdução de tecnologia interactiva também vai potenciar essa mesma sensação”.

Refira-se, ainda, que no âmbito do protocolo de parceria estabelecido com Comissão de Viticultura da Região de Vinhos Verdes, será também permitida a realização de eventos dos quais o município ou comissão sejam promotores. 
Esta será, no entanto, uma possibilidade alargada a outros agentes (públicos ou privados) que tenham interesse no projecto, como provas de vinho, formação para produtores, vendedores ou restauração.

Vinho Verde - Ponte de Lima



Celebrar a produção do “Vinho Verde” …Limiano

Publicado em Abril 5, 2014 
Actualizado Abril 9, 2014

Celebrar a produção de Vinho, de mais um ano de trabalho e de uma boa colheita é já um motivo de festa. Mas quando essa árdua tarefa, constitui fonte de rendimento de muitas famílias e um verdadeiro motor da economia local aí o motivo é ainda maior e mais justificativo para a realização da magna «Festa do Vinho Verde e dos Produtos Regionais» em Ponte de Lima. Cc04/14

Acontecerá entre 13 e 15 de Junho próximo, na Expolima, naquela que é a maior acção de promoção e divulgação do melhor que se tem e produz no mundo rural – tanto ao nível do “vinho verde” como dos demais produtos locais e regionais, desde os hortícolas ao artesanato “made in” terras deste verde e aprazível Minho.

A produção de vinho, no concelho e em toda a região desde há muito que assume particular importância para as famílias locais. Continua aliás, hoje a ser um dos factores de sustentabilidade da economia local, resultante das transformações e evolução no domínio agrícola, com uma produção intensa e diversificada do precioso e inconfundível Vinho Verde, limiano, apreciado por cá e em todo o mundo.
A produção de vinho é também ela indissociável da transformação não só da paisagem local e regional, como do desenvolvimento do turismo Enológico, assente na valorização dos recursos patrimoniais, culturais e etnográficos, associados à produção e degustação do Vinho Verde, como parte da riqueza gastronómica deste pedaço do território, fresco, imenso e verde que “brinda” os dias, dos visitantes desta acolhedora região do Minho.

Usufruir do território, degustar da sua riqueza gastronómica, provar dos “Vinhos Verdes” limianos, estabelecer contactos, fazer negócios são razões de sobra para marcar na sua agenda.

Vinho Verde do Solar do Louredo

Vinho Verde
 
O projecto Solar do Louredo "surgiu a partir do sonho de um empresário português em França" de fazer um vinho que pudesse vender nos "mercados da saudade" e no Norte da Europa, "onde é reconhecida a qualidade do produto e onde ele é pago pelo seu justo valor".

terça-feira, 8 de abril de 2014

Castas do Vinho Verde



As castas do vinho verde

As castas brancas recomendadas

Alvarinho

Uma das mais nobres castas portuguesas, é cultivada particularmente na sub-região de Monção, onde exprime todo o seu potencial. Origina vinhos com graduações alcoólicas elevadas e acidez muito equilibrada, cor intensa, palha com reflexos citrinos, aroma complexo (frutos tropicais, frutos secos e um carácter floral subtil) e sabor distinto, harmonioso e persistente.

Arinto (sin. Pedernã)
Predomina em toda a Região, mas atinge o seu mais elevado nível de qualidade nas zonas interiores. Os vinhos apresentam uma cor citrina a palha, com aroma frutado e sabor fresco e aprazível. Cultivada também nas regiões: Bairrada, Beiras, Estremadura, Ribatejo, Península de Setúbal, Algarve e Açores.

Avesso
É cultivada sobretudo na sub-região de Baião. Produz vinhos de cor intensa, palha aberta com reflexos esverdeados, aroma frutado, amendoado ou floral e sabor fresco, harmonioso e duradouro.

Azal
É a casta das sub-regiões mais interiores: Amarante, Basto, Baião e Sousa. Origina vinhos de cor ligeira, citrina, aroma frutado a limão e maçã verde e sabor muito fresco, jovem e firme.

Batoca
Casta de pouca expressão na Região, cultivada apenas na sub-região de Basto. Produz vinhos com cor citrina, aromas finos e sabor simples e macio.

Loureiro
É a casta branca com mais expressão na Região, estando mais adaptada às zonas litorais. Os vinhos apresentam cor intensa, palha aberta, aroma fino e elegante, desde o frutado ao floral, e sabor vivo e elegante.

Trajadura
Casta de qualidade cultivada em quase toda a Região. Dá origem a vinhos de cor intensa, palha, aroma intenso a frutos de árvore maduros e sabor complexo e macio, devido ao seu natural baixo teor de acidez.

Tintas Recomendadas
Alvarelhão (ou Brancelho)
Tem pouca expansão na Região, sendo cultivada particularmente na sub-região de Monção (onde é conhecida por Brancelho). Produz vinhos de cor rosada a rubi, com aroma delicado a casta e sabor harmonioso.

Amaral (ou Azal Tinto)
É uma casta com pouca expressão, encontra-se mais na zona sul da Região. Os vinhos apresentam cor intensa, vermelho rubi, aroma simples e sabor encorpado e ligeiramente acídulo.

Borraçal
Tem grande expansão na Região, sendo recomendada e cultivada em todas as sub-regiões. Os vinhos apresentam cor rosada a vermelha rubi, aroma subtil a casta e sabor equilibrado.

Espadeiro
Casta de certa expansão na Região, tradicionalmente vinificada em “bica aberta” para produção de vinho rosado, conhecido por Espadal. Origina vinhos de cor rosada a rubi, com aroma frutado e sabor fresco.

Padeiro
Tem pouca expansão na Região, sendo cultivada particularmente na sub-região de Basto. Dá origem a vinhos de cor rubi a vermelha rubi, com aroma a casta e sabor harmonioso.

Pedral
Casta de pouca expansão na Região, é mais comum na sub-região de Monção. Os vinhos apresentam cor rubi clara a rubi, com aroma simples e sabor equilibrado.

Rabo de Anho
É cultivada particularmente na sub-região de Basto e tem muito pouca expansão na Região. Dá origem a vinhos de cor rubi, com aroma e sabor neutros.

Vinhão
É a variedade tinta por excelência na Região, pela sua qualidade e dado ser a única casta regional tintureira. Os vinhos têm cor intensa, aroma complexo e sabor vinoso e encorpado. Cultivada também nas regiões: Douro.



O vinho e os seus benefícios para a saúde


O vinho e os seus benefícios para a saúde

Nada iguala o prazer de um bom copo de vinho, a não ser as descobertas cada vez mais frequentes dos benefícios que o néctar dos deuses pode trazer para a nossa saúde! É caso para dizer salut!

Centenas de estudos realizados ao longo dos últimos anos, nas mais conceituadas universidades e institutos do mundo, parecem apontar para um resultado unânime: beber de forma regular e moderada é mais saudável do que uma bebida ocasional ou do que não beber, ponto final!


O néctar da saúde


Graças ao seu grau de álcool e dos procionídeos (compostos fenólicos) sem álcool que contém, já foi provado que o vinho reduz, não só o risco de doença cardíaca e alguns cancros, mas também diminui a progressão de doenças neurológicas degenerativas, caso de Alzheimer ou Parkinson. Mas o nosso querido néctar dos deuses vai ainda mais longe, graças aos compostos fenólicos que permitem aumentar o colesterol das proteínas de alta densidade (HDL), ou seja, o “colesterol bom”, diminuindo, obviamente, os níveis do “colesterol mau” (LDL – lipoproteína de baixa densidade). Os fitoquímicos não alcoólicos presentes no vinho, nomeadamente os flavonóides e o resveratrol, assumem o papel de antioxidante e asseguram que as moléculas conhecidas como “radicais livres” não possam causar danos celulares no organismo. Para além disso, o resveratrol está intimamente associado à prevenção de coágulos de sangue e da acumulação de placa nas artérias, protegendo assim o coração de doenças cardiovasculares. Estudos recentes realizados em animais mostram ainda que a aplicação de resveratrol em um ou mais estados de desenvolvimento de um cancro, diminuiu a incidência do tumor.


Brindar aos benefícios


Curiosamente, mesmo as pessoas que sofrem de tabagismo, hipertensão, obesidade, sedentarismo, diabetes e colesterol, beneficiam do consumo regrado de vinho. Para além dos benefícios acima descritas, e que já são motivo para brindar, um copo de vinho por dia traz ainda outras preciosas vantagens para a sua saúde:

Aumenta a esperança de vida

Previne e ajuda a controlar a hipertensão

Diminui o risco de pedra nos rins

Previne a arteriosclerose

Ajuda a desfazer gorduras

Inibe a multiplicação do vírus que provoca o herpes

Melhora a digestão e o sono

Regula o humor

Aumenta o QI


Branco ou tinto?


Antes de escolher a sua próxima garrafa de vinho, saiba que o vinho tinto e o vinho produzido em climas mais frescos são aqueles que oferecem mais-valias em termos da saúde. Isto porque o vinho tinto contém muito mais resveratrol do que o branco e o que define estas quantidades é o tempo que a casca se mantém na uva durante o processo de produção – quanto mais tempo tiver, maior será a concentração de resveratrol no vinho. E, claro, o vinho tinto ganha logo à partida porque na produção de vinho branco, a casca é retirada das uvas ainda antes do processo de fermentação, o que reduz consideravelmente os seus níveis de resveratrol. Para além disso, os vinhos produzidos em climas frescos contêm sempre mais resveratrol do que aqueles produzidos em climas quentes.


Conta, peso e medida


Claro que a palavra-chave no consumo de vinho é moderação! Se beber mais do que o recomendado, perde os seus benefícios por completo e os riscos de saúde aumentam. Um estudo realizado com a participação de 44 mil pessoas, revelou que quem beber cinco ou mais doses diárias de vinho tem mais 30% de probabilidades de morrer de problemas de coração ou de derrame, do que quem bebe apenas uma dose diária, ou seja, a recomendada! Para que o consumo de vinho seja seguro e eficaz em termos de saúde, aconselha-se, no máximo, dois copos de vinho por dia para os homens e um copo para as mulheres.


Outras contra-indicações


Integrado num estilo de vida saudável, o consumo de vinho com conta, peso e medida, só traz coisas boas, no entanto, existem algumas excepções. Certas doenças ou condições clínicas podem ser agravadas com a ingestão de vinho, por isso, quando em dúvida consulte o seu médico assistente. Entretanto, fica a saber que: em algumas pessoas, o vinho pode aumentar os níveis de triglicerídeos; alguns estudos mostram que o álcool pode aumentar os níveis de estrogénio e potenciar o desenvolvimento do cancro da mama; o vinho, nomeadamente, o tinto, pode ser um forte instigador de enxaquecas; e, claro, pode levar ao aumento de peso (principalmente o consumo excessivo), até porque cada mililitro de vinho corresponde a sete calorias! Fora isso: um copo de vinho por dia, dá saúde e traz alegria!




Top 10 mitos sobre vinho: Descubra a verdade



Top 10 mitos sobre vinho: descubra a verdade!
A maioria das vezes estamos tão concentrados em seguir à risca as inúmeras regras que supostamente pautam o mundo dos vinhos, que deixamos de os aproveitar devidamente. 
Está na hora de desmistificar essas normas e voltar ao que realmente interessa: desfrutar de um maravilhoso copo de vinho sem preocupações ou restrições.

1. Mito: Os melhores vinhos são os mais caros.

Verdade: Este é um dos mitos mais comuns em torno do vinho e não poderia estar mais errado. Os vinhos encarecem porque o seu produtor ganha uma reputação elevada (fruto do buzz criado à volta do vinho, prémios ganhos, campanhas de divulgação…), tornando-se muito conhecido e isso reflete-se no preço por garrafa. O truque é procurar marcas menos conhecidas e até de regiões menos divulgadas e experimentar, experimentar, experimentar… vai certamente surpreender-se com as pechinchas que poderá encontrar! Veja por exemplo uma lista dos melhores vinhos tintos e brancos portugueses que custam menos de €5.

2. Mito: O vinho branco deve ser servido com peixe e o vinho tinto deve ser servido com carne.

Verdade: Este é um mito igualmente popular e, apesar de representar um bom guia aquando da escolha do melhor vinho para acompanhar uma determinada refeição, não é de todo verdade. Hoje, as combinações entre vinhos (de todas as castas) e comida são infinitas e uma questão de gosto e, como se sabe, os gostos não se discutem…neste caso, provam-se!

3. Mito: O vinho maduro é produzido com uvas maduras, o vinho verde é produzido com uvas verdes.

Verdade: Ao contrário do que muitos possam pensar, o vinho verde não é um tipo de vinho, mas antes uma indicação da região de onde o vinho verde é proveniente (o Minho), ou seja, para a sua produção são utilizadas uvas maduras, tal como nas outras regiões vinícolas portuguesas (Alentejo, Ribatejo, Bairrada, Douro…).

4. Mito: Os melhores vinhos são os mais antigos, as reservas.

Verdade: Não é verdade. São poucos os vinhos que conseguem realmente envelhecer com a qualidade e o sabor desejável e isto porque a maioria dos vinhos tem um prazo de validade: vinho tinto (4 a 5 anos), vinho branco (2 anos), vinho rosé (1 ano). Enquanto os vinhos jovens apresentam sabores mais dinâmicos e frutados, os vinhos mais velhos ostentam um paladar mais maduro e aveludado – sabendo que os vinhos de hoje não são feitos para envelhecer (salvas raras exceções), qual é que preferia degustar

5. Mito: O vinho branco é exclusivamente produzido com recurso a uvas brancas.

Verdade: Por mais incrível que possa parecer, a verdade é que o vinho branco também pode ser produzido com recurso a uvas pretas, isto porque a parte da uva que dá efetivamente cor ao vinho é a sua pele (a polpa é incolor) e, se esta película não entrar em contacto com o mosto, o resultado será um vinho branco ou pelo menos com um tom muito claro.

6. Mito: Um vinho com a indicação "DOC" é superior a um vinho com a indicação "Regional".

Verdade: Estas denominações não são indicadoras da qualidade de um vinho, mas sim de um vinho que foi produzido exclusivamente com castas recomendadas e autorizadas para a região em questão (DOC – Denominação de Origem Controlada); e de um vinho que foi produzido com castas que não foram recomendadas e autorizadas para a região em questão (Regional).

7. Mito: O vinho de mesa só serve para cozinhar.

Verdade: Embora o vinho de mesa seja de qualidade inferior quando comparado com outros néctares, isto não significa que não existam bons vinhos de mesa que possam, efetivamente, ser consumidos à mesa! Muitos vinhos de mesa não são mais do que a mistura de uvas oriundas de duas regiões distintas e cujo resultado pode ser surpreendentemente muito bom! Podem parecer destinados para uso exclusivo na cozinha devido ao seu packaging e preço, mas também pelo facto de o seu rótulo não incluir informação vital sobre o próprio vinho, caso do nome das castas utilizadas na sua produção e a data da sua colheita. Não há nada como pesquisar e provar…

8. Mito: O vinho rosé obtém-se através da mistura de vinho tinto e vinho branco.

Verdade: O vinho rosé obtém-se exclusivamente através de uvas pretas, porém, como a produção deste vinho implica pouco contacto com as películas das uvas, o vinho não chega a ganhar o típico aspeto “tinto”, adquirindo antes um tom rosa claro.

9. Mito: Os melhores vinhos são aqueles que contêm no rótulo palavras como "Colheita Selecionada", "Seleção Especial", "Garrafeira" ou "Reserva".

Verdade: Nem de perto, nem de longe. Estas designações que cobrem um sem número de rótulos de garrafas de vinho são pura estratégia de marketing e não são um indicador da qualidade superior do vinho em questão. As palavras "Reserva" e "Garrafeira" têm outro significado: são normas legais que identificam este vinho como um que concluiu o seu estágio mínimo em barricas e em garrafa – o que não significa, por si só, um vinho melhor.

10. Mito: Apenas o vinho tinto pode ser envelhecido, o vinho branco não.

Verdade: A verdade é que não é bem assim! Embora regra geral, um vinho branco deva ser consumido dentro do prazo de um ano, há sempre exceções à regra e, em Portugal, alguns bons exemplos são o vinho Alvarinho (Monção e Melgaço) ou o vinho Encruzado (Dão). Internacionalmente falando, o célebre vinho branco alemão Riesling é a prova viva de que um vinho branco pode envelhecer lindamente, até aos 50 anos de idade para sermos mais precisos!



Exportações de vinho verde fixam recorde em 2013



Exportações de vinho verde fixam recorde em 2013

Lusa13 Out, 2013, 07:30 / atualizado em 13 Out, 2013, 07:30

As exportações de vinho verde deverão ultrapassar os 40 milhões de euros em 2013, cerca de 39% da faturação total, disse hoje à Lusa o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).

Estes resultados, assegura Manuel Pinheiro, representam o "melhor ano de sempre" em termos de exportações de vinho verde, o que face aos resultados de 2012 será um crescimento "entre 12 e 15%".

"É um ano recorde de exportações. Vamos fechar com mais de 40 milhões de euros de exportações", sublinhou o presidente da CVRVV.

As vendas nacionais, fruto das dificuldades económicas no país, apresentaram quebras superiores a 5%, pelo que a prioridade dos produtores concentrou-se este ano no estrangeiro.

"Sobretudo para mercados como os Estados Unidos da América, Canadá e Alemanha. As economias mais fortes ajudaram-nos a compensar as dificuldades do mercado nacional", explicou Manuel Pinheiro.

A produção de vinho verde distribui-se atualmente por 48 concelhos do noroeste de Portugal, envolvendo mais de 22.000 produtores e várias castas.

"Diria que 2013 foi um ano muito bom para os produtores de vinho verde que investiram nos mercados externos e nas suas marcas, e um ano muito difícil para aqueles, se calhar alguns mais pequenos, que estão presos no mercado nacional e até no regional à sua volta", reconheceu ainda.

Segundo o presidente da CVRVV, a procura de vinho verde este ano foi tal que alguns produtores chegaram mesmo a interromper o fornecimento, por rotura do produto armazenada, enquanto aguardam a vindima deste ano.

O cenário de exportações repete-se na Casa Agrícola Compostela, em que o mercado externo representa já cerca de 20% dos 150 mil litros de vinho verde ali produzidos a cada vindima.

"Sentimos também, um bocadinho à semelhança dos produtores da região e do país, que temos de crescer para o exterior. Temos já dificuldades em escoar o vinho, porque o mercado interno começa a ficar saturado", explicou à Lusa enólogo Horácio Vieira.

Em plena época de vindimas, este pequeno produtor de Vila Nova de Famalicão chega a tratar entre 27 a 30 toneladas de uva por dia, provenientes de uma área de cultivo de 38 hectares. Países como Alemanha, Polónia, França e Japão são os mais representativos nas contas dos destinos de exportação da Casa Agrícola Compostela, mas Brasil e Angola estão também na lista de mercados-alvo para o vinho das próximas campanhas.



Elogio do New York Times ao Vinho Verde


Sábado, 29 de Junho de 2013 - Elogio ao Vinho Verde no New York Times

Bom e barato. São estes os adjetivos que, segundo o jornal New York Times, descrevem o Vinho Verde português. 
De acordo com o autor do artigo, Eric Asimov, que provou e classificou 20 vinhos verdes, com ajuda de outros especialistas, este vinho está a conquistar o paladar dos norte-americanos.

Embora seja difícil de encontrar à venda, nos EUA, Eric diz que este vinho "agradável e económico", do noroeste de Portugal, tornou-se um símbolo do Verão para muitos norte-americanos, registando uma popularidade crescente naquele país.

"É verdade que a sede pelo Vinho Verde ainda não alcançou a louca procura pelo rosé, mas já ultrapassou o entusiasmo por vinhos como a txakolina, um vinho do País Basco muito popular por cá", lê-se no artigo.

Para comprovar este facto, o autor avança valores: em 2012, Portugal exportou quase 5.5 milhões de garrafas de Vinho Verde para os EUA, ou seja, mais do triplo do que exportava em 2003. "É um salto enorme para um vinho que poucas pessoas (nos EUA) conhecem", comenta Eric Asimov.

Jantar de Reis 2014 Braga - Confraria do Vinho Verde

confraria do Vinho Verde



DOMINGO, 30 DE DEZEMBRO DE 2012

ASSIM COMEÇA A HISTÓRIA DA CONFRARIA DO VINHO VERDE

Em 1987, um grupo de viticultores decidiu criar uma confraria báquica para defesa do Vinho Verde. Constituiu-se em Comissão Instaladora e preparou o projecto de Estatutos da Confraria do Vinho Verde, que aprovou em Outubro de 1987.
Em 29 de Outubro de 1987, foi pedido o Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação da Confraria do Vinho Verde, subscrito pelo Sr. Dr. António Maria Barbosa Vinagre, Sr. Albano Castro e Sr. Dr. Luís Filipe Bessa de Gusmão Rodrigues. Em 2 de Novembro de 1987. O Registo Nacional de Pessoas Colectivas emitiu o Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação da Confraria do Vinho Verde. Em 26 de Fevereiro de 1988, no 2º Cartório Notarial do Porto realizou-se a escritura da Confraria do Vinho Verde.
O artigo 17 º dos Estatutos formaliza a Comissão Instaladora, constituída pelos 10 outorgantes da escritura, que estabeleceram as “ Usanças” e o regimento de Jóia e Quota, ratificados no I Capítulo, que se realizou em 17 de Junho de 1989.
A Cerimónia da primeira Entronização realizou-se em Guimarães, em 17 de Fevereiro de 1990, no Paço dos Duques de Bragança e, após a entronização, foi tirada a fotografia da praxe.


Quadra popular

Quadra Popular: VINHO VERDE

Dai-me vinho, dai-me vinho
A água não posso beber
A água da fonte tem limos
Tenho medo de morrer!

Vinho Verde foi marca oficial da Capital Europeia da Cultura em 2012

Vinho Verde é marca oficial da Capital Europeia da Cultura
 
Guimarães 2012, assinou protocolos de cooperação com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), a Confraria do Vinho Verde (CVV) e a Adega Cooperativa de Guimarães (ACG). 

O objectivo é o da promoção e divulgação de Guimarães 2012 e o reforço da visibilidade dos Vinhos Verdes com Denominação de Origem “Vinho Verde”.
Ao abrigo dos protocolos agora estabelecidos, as três entidades disponibilizam-se para colaborar e participar em eventos de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, quer sob o ponto de vista técnico - na área da cultura, viticultura, enologia e enoturismo - quer em actividades promocionais. Por seu lado, Guimarães 2012 elege o Vinho Verde como o “Vinho de Honra” nas iniciativas da Capital Europeia da Cultura.

A CVRVV é um organismo interprofissional que visa representar os interesses das profissões envolvidas na produção e comércio da Denominação de Origem (DO) “Vinho Verde”. A CVV apoia o estudo e divulgação de trabalhos sobre o Vinho Verde, defendendo a genuinidade, tipicidade e prestígio do Vinho. Já a ACG trabalha no desenvolvimento sustentado da actividade agrícola dos seus associados, especialmente no que concerne à produção e comercialização de Vinho Verde.

Relembre-se que 2012 Guimarães foi Capital Europeia da Cultura, acolhendo um grande encontro de criadores e criações - música, cinema, fotografia, artes plásticas, arquitectura, literatura, pensamento, teatro, dança e artes de rua. Vão cruzar-se os produtos artísticos imaginados e gerados pelos seus residentes com os que de toda a Europa afluirão à cidade.

Ao longo de um ano, Guimarães foi promotora da diversidade cultural que caracteriza a Europa, dando a conhecer as suas manifestações culturais e acolhendo as de outros países.


Origem do Vinho Verde



Vinho Verde a origem de um nome

15 Setembro, 2009 02:46 Luís Lopes

A edição de Junho da Revista dos vinhos é, em grande parte dedicada ao Vinho Verde, através de um roteiro enoturístico da região e de um painel de prova de Verdes brancos monocasta, onde se abordam seis variedades: Loureiro, Azal, Avesso, Trajadura, Arinto e Alvarinho.

O Vinho Verde é um vinho bem amado dos portugueses, em segundo lugar no ranking de consumo nacional, a seguir ao Alentejo e à frente do Douro. Mas é também, se exceptuarmos os Alvarinho, um vinho relativamente pouco valorizado (o que não deixa de ser uma injustiça face à enorme evolução da região e dos seus vinhos ao longo dos últimos anos) e, sobretudo, um eterno desconhecido, a começar pelo nome. Vinho “Verde”, porquê? Desde há muito que os apreciadores colocam esta questão, mas nunca receberam uma resposta convincente. 
A versão "oficial" foi durante largos anos (e, se se fizer a pergunta a diversos produtores da região, ainda é) a de que os Vinhos Verdes ganharam o nome devido ao aspecto verde e fresco da paisagem minhota. Mesmo nos meses de Verão, o verde da paisagem era acentuado pelas vinhas, que subiam pelas árvores (nos tradicionais "enforcados") e se expandiam pelas bordaduras dos campos de cultivo, em ramadas e latadas. Tão bonito e idílico, não é? Mas não é verdade. 

Esta versão foi encontrada para contrariar a ideia original de que os vinhos se chamavam Verdes por serem feitos de uvas não completamente maduras, ou pelo menos não tão maduras quanto nas das outras regiões vinícolas nacionais.

A verdade, por vezes, é incómoda. Mas tudo indica que, efectivamente, o nome Vinho Verde, que já vem do século XIX, se deve precisamente ao facto da conjugação do clima e das antigas técnicas de viticultura locais (vinhas exuberantes, conduzidas em altura e profusamente regadas pela água das hortas) condicionarem a maturação das uvas. 

Ou seja, esses vinhos chamaram-se Verdes porque eram efectivamente feitos de uvas verdes. Tanto que, a legislação vitivinícola portuguesa de 1946 dividia os vinhos nacionais, precisamente, entre "verdes" e "maduros". Segundo a mesma legislação, os Verdes deveriam ter entre 8 e 11,5 de teor alcoólico (com excepção do Alvarinho que teria entre 11,5 e 13). Na categoria "verdes", embora noutra região, entravam ainda os vinhos de Lafões, com um mínimo de 9 graus. 


Em conclusão: na origem da designação Vinhos Verdes estará, efectivamente, a constatação de que eram feitos de uvas não completamente maduras. 
É uma curiosidade histórica, se quisermos, mas que hoje não tem qualquer importância. A vinha e o vinho na região dos Vinhos Verdes, passaram por enormes transformações nas últimas duas décadas. Hoje, na sua maioria, é uma região de viticultura moderna, com castas de grande qualidade (Alvarinho, Loureiro, Avesso, por exemplo), e uvas que atingem o ponto de maturação ideal. A região dos Vinhos Verdes tem condições para fazer alguns dos melhores brancos nacionais. E, muitas vezes, faz.

A origem do nome Vinhos Verdes é como a estória do esqueleto do tio-avô pirata guardado no armário. Para a grande maioria, deve lá ficar para sempre, sem ver a luz do dia e muito menos vir tomar chá na sala. Para outros, entre os quais me encontro, deveria ser sentado à mesa e apresentado aos amigos, como parte da história de uma região que tem muito de que se orgulhar.



Vindimas de 2013

Noventa mil pessoas vindimam 75 milhões de litros de vinho verde até final do mês

Por Agência Lusa publicado em 13 Out 2013 - 21:00


Da produção total esperada para vindima iniciada em Setembro, a grande parte corresponde a vinho branco. Cerca de 10 milhões de litros serão de tinto, além de dois a três milhões de vinho rosado.
Perto de 90 mil pessoas estão envolvidas até final deste mês nas vindimas do vinho verde, cuja produção de 2013 deverá cifrar-se em 75 milhões de litros, um crescimento de 15% face ao ano anterior.

Os números foram avançados à Lusa pelo presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), Manuel Pinheiro, que estima um volume de negócios, este ano, superior a 90 milhões de euros.
Da produção total esperada para a vindima iniciada em setembro, a grande parte corresponde a vinho branco. Cerca de 10 milhões de litros serão de tinto, além de dois a três milhões de vinho rosado. 
A vindima deste ano, explicou o responsável, representará um crescimento de 15% face à anterior, provocado por um ano de "clima mais favorável" e pela crescente entrada em produção de vinhas novas, ao ritmo de 700 hectares por ano.

"As vinhas mais antigas produzem cerca de quatro a cinco toneladas [de uva] por hectare, enquanto as vinhas novas dobram essa produção. Começamos a ter uma uva de boa produção e melhor qualidade", explicou Manuel Pinheiro.
A produção de vinho verde distribui-se atualmente por 48 concelhos do noroeste de Portugal, envolvendo mais de 22.000 produtores. No entanto, nos 40 a 45 dias em que decorrem as vindimas, a atividade chega a envolver a contratação temporária de até 90 mil pessoas. "O vinho verde está muito integrado na sociedade, gera postos de trabalho e promove o desenvolvimento da região", sustenta o presidente da CVRVV.

A azáfama das vindimas é por estes dias bem visível junto à adega de Ponte de Lima, com cerca de 2.000 produtores a entregarem diariamente mil pipas, cada uma com 700 quilogramas de uva. É por isso é habitual formarem-se longas filas à porta, por vezes até de madrugada como admite a diretora daquela adega.

"As filas são boas porque é um sinal de vitalidade da adega. Mas são maiores às sextas-feiras e aos sábados porque muitos sócios vindimam com os familiares e os amigos nesses dias", explicou à Lusa Maria Celeste Patrocínio.
A capacidade instalada nesta adega, para toda a campanha, é de 11,5 milhões de litros de vinho, entre os produtos principais, como loureiro, tinto e vinhão.