terça-feira, 8 de abril de 2014

Quadra popular

Quadra Popular: VINHO VERDE

Dai-me vinho, dai-me vinho
A água não posso beber
A água da fonte tem limos
Tenho medo de morrer!

Vinho Verde foi marca oficial da Capital Europeia da Cultura em 2012

Vinho Verde é marca oficial da Capital Europeia da Cultura
 
Guimarães 2012, assinou protocolos de cooperação com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), a Confraria do Vinho Verde (CVV) e a Adega Cooperativa de Guimarães (ACG). 

O objectivo é o da promoção e divulgação de Guimarães 2012 e o reforço da visibilidade dos Vinhos Verdes com Denominação de Origem “Vinho Verde”.
Ao abrigo dos protocolos agora estabelecidos, as três entidades disponibilizam-se para colaborar e participar em eventos de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, quer sob o ponto de vista técnico - na área da cultura, viticultura, enologia e enoturismo - quer em actividades promocionais. Por seu lado, Guimarães 2012 elege o Vinho Verde como o “Vinho de Honra” nas iniciativas da Capital Europeia da Cultura.

A CVRVV é um organismo interprofissional que visa representar os interesses das profissões envolvidas na produção e comércio da Denominação de Origem (DO) “Vinho Verde”. A CVV apoia o estudo e divulgação de trabalhos sobre o Vinho Verde, defendendo a genuinidade, tipicidade e prestígio do Vinho. Já a ACG trabalha no desenvolvimento sustentado da actividade agrícola dos seus associados, especialmente no que concerne à produção e comercialização de Vinho Verde.

Relembre-se que 2012 Guimarães foi Capital Europeia da Cultura, acolhendo um grande encontro de criadores e criações - música, cinema, fotografia, artes plásticas, arquitectura, literatura, pensamento, teatro, dança e artes de rua. Vão cruzar-se os produtos artísticos imaginados e gerados pelos seus residentes com os que de toda a Europa afluirão à cidade.

Ao longo de um ano, Guimarães foi promotora da diversidade cultural que caracteriza a Europa, dando a conhecer as suas manifestações culturais e acolhendo as de outros países.


Origem do Vinho Verde



Vinho Verde a origem de um nome

15 Setembro, 2009 02:46 Luís Lopes

A edição de Junho da Revista dos vinhos é, em grande parte dedicada ao Vinho Verde, através de um roteiro enoturístico da região e de um painel de prova de Verdes brancos monocasta, onde se abordam seis variedades: Loureiro, Azal, Avesso, Trajadura, Arinto e Alvarinho.

O Vinho Verde é um vinho bem amado dos portugueses, em segundo lugar no ranking de consumo nacional, a seguir ao Alentejo e à frente do Douro. Mas é também, se exceptuarmos os Alvarinho, um vinho relativamente pouco valorizado (o que não deixa de ser uma injustiça face à enorme evolução da região e dos seus vinhos ao longo dos últimos anos) e, sobretudo, um eterno desconhecido, a começar pelo nome. Vinho “Verde”, porquê? Desde há muito que os apreciadores colocam esta questão, mas nunca receberam uma resposta convincente. 
A versão "oficial" foi durante largos anos (e, se se fizer a pergunta a diversos produtores da região, ainda é) a de que os Vinhos Verdes ganharam o nome devido ao aspecto verde e fresco da paisagem minhota. Mesmo nos meses de Verão, o verde da paisagem era acentuado pelas vinhas, que subiam pelas árvores (nos tradicionais "enforcados") e se expandiam pelas bordaduras dos campos de cultivo, em ramadas e latadas. Tão bonito e idílico, não é? Mas não é verdade. 

Esta versão foi encontrada para contrariar a ideia original de que os vinhos se chamavam Verdes por serem feitos de uvas não completamente maduras, ou pelo menos não tão maduras quanto nas das outras regiões vinícolas nacionais.

A verdade, por vezes, é incómoda. Mas tudo indica que, efectivamente, o nome Vinho Verde, que já vem do século XIX, se deve precisamente ao facto da conjugação do clima e das antigas técnicas de viticultura locais (vinhas exuberantes, conduzidas em altura e profusamente regadas pela água das hortas) condicionarem a maturação das uvas. 

Ou seja, esses vinhos chamaram-se Verdes porque eram efectivamente feitos de uvas verdes. Tanto que, a legislação vitivinícola portuguesa de 1946 dividia os vinhos nacionais, precisamente, entre "verdes" e "maduros". Segundo a mesma legislação, os Verdes deveriam ter entre 8 e 11,5 de teor alcoólico (com excepção do Alvarinho que teria entre 11,5 e 13). Na categoria "verdes", embora noutra região, entravam ainda os vinhos de Lafões, com um mínimo de 9 graus. 


Em conclusão: na origem da designação Vinhos Verdes estará, efectivamente, a constatação de que eram feitos de uvas não completamente maduras. 
É uma curiosidade histórica, se quisermos, mas que hoje não tem qualquer importância. A vinha e o vinho na região dos Vinhos Verdes, passaram por enormes transformações nas últimas duas décadas. Hoje, na sua maioria, é uma região de viticultura moderna, com castas de grande qualidade (Alvarinho, Loureiro, Avesso, por exemplo), e uvas que atingem o ponto de maturação ideal. A região dos Vinhos Verdes tem condições para fazer alguns dos melhores brancos nacionais. E, muitas vezes, faz.

A origem do nome Vinhos Verdes é como a estória do esqueleto do tio-avô pirata guardado no armário. Para a grande maioria, deve lá ficar para sempre, sem ver a luz do dia e muito menos vir tomar chá na sala. Para outros, entre os quais me encontro, deveria ser sentado à mesa e apresentado aos amigos, como parte da história de uma região que tem muito de que se orgulhar.



Vindimas de 2013

Noventa mil pessoas vindimam 75 milhões de litros de vinho verde até final do mês

Por Agência Lusa publicado em 13 Out 2013 - 21:00


Da produção total esperada para vindima iniciada em Setembro, a grande parte corresponde a vinho branco. Cerca de 10 milhões de litros serão de tinto, além de dois a três milhões de vinho rosado.
Perto de 90 mil pessoas estão envolvidas até final deste mês nas vindimas do vinho verde, cuja produção de 2013 deverá cifrar-se em 75 milhões de litros, um crescimento de 15% face ao ano anterior.

Os números foram avançados à Lusa pelo presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), Manuel Pinheiro, que estima um volume de negócios, este ano, superior a 90 milhões de euros.
Da produção total esperada para a vindima iniciada em setembro, a grande parte corresponde a vinho branco. Cerca de 10 milhões de litros serão de tinto, além de dois a três milhões de vinho rosado. 
A vindima deste ano, explicou o responsável, representará um crescimento de 15% face à anterior, provocado por um ano de "clima mais favorável" e pela crescente entrada em produção de vinhas novas, ao ritmo de 700 hectares por ano.

"As vinhas mais antigas produzem cerca de quatro a cinco toneladas [de uva] por hectare, enquanto as vinhas novas dobram essa produção. Começamos a ter uma uva de boa produção e melhor qualidade", explicou Manuel Pinheiro.
A produção de vinho verde distribui-se atualmente por 48 concelhos do noroeste de Portugal, envolvendo mais de 22.000 produtores. No entanto, nos 40 a 45 dias em que decorrem as vindimas, a atividade chega a envolver a contratação temporária de até 90 mil pessoas. "O vinho verde está muito integrado na sociedade, gera postos de trabalho e promove o desenvolvimento da região", sustenta o presidente da CVRVV.

A azáfama das vindimas é por estes dias bem visível junto à adega de Ponte de Lima, com cerca de 2.000 produtores a entregarem diariamente mil pipas, cada uma com 700 quilogramas de uva. É por isso é habitual formarem-se longas filas à porta, por vezes até de madrugada como admite a diretora daquela adega.

"As filas são boas porque é um sinal de vitalidade da adega. Mas são maiores às sextas-feiras e aos sábados porque muitos sócios vindimam com os familiares e os amigos nesses dias", explicou à Lusa Maria Celeste Patrocínio.
A capacidade instalada nesta adega, para toda a campanha, é de 11,5 milhões de litros de vinho, entre os produtos principais, como loureiro, tinto e vinhão.